O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), da FGV, registrou alta de 0,30% em fevereiro de 2026, abaixo dos 0,65% de janeiro, sinalizando uma desaceleração, mas ainda com preços em leve alta no mercado de locação.
No acumulado de 12 meses, a inflação de aluguel caiu de 5,62% para 4,05%, indicando uma fase de normalização após um período de fortes reajustes.
O que é o IVAR e por que ele importa para quem aluga
O IVAR mede a variação dos valores efetivamente negociados em contratos de aluguel residencial, com base em dados de administradoras de imóveis em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Isso significa que ele reflete o que é assinado em contrato – e não apenas o preço anunciado – tornando-se um referencial importante para quem precisa negociar, reajustar ou planejar investimentos em imóveis para renda.
Principais números de fevereiro de 2026
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Brasil (média IVAR): +0,30% em fevereiro, após +0,65% em janeiro.
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Acumulado em 12 meses: 4,05%, abaixo dos 5,62% dos 12 meses até janeiro.
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2025: o IVAR fechou o ano com alta de 8,84%, mostrando que 2026 começa em ritmo mais moderado.
Como estão as capitais acompanhadas pelo índice
O comportamento recente nas quatro capitais monitoradas mostra realidades diferentes, mas com um ponto em comum: o mercado está menos explosivo do que em 2025.
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Capital
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Jan/26
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Fev/26
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12 meses até fev/26
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São Paulo
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+0,63%
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+0,03%
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+2,76%
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Rio de Janeiro
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+0,57%
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+0,63%
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+7,85%
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Belo Horizonte
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+0,53%
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+0,97%
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+8,15%
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Porto Alegre
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+0,78%
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+0,19%
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+0,82%
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Enquanto São Paulo praticamente ficou estável em fevereiro, Belo Horizonte e Rio de Janeiro ainda mostram um ritmo mais forte de alta no acumulado de 12 meses.
Leitura do cenário: o que a FGV está sinalizando
Segundo o economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, a estabilidade em capitais como São Paulo não significa queda de demanda, mas sim um ajuste de preços depois de um ciclo de fortes altas.
A expectativa para 2026 é de menor volatilidade nas taxas mensais, porém sem indicação, por enquanto, de queda de preços no horizonte de 12 meses.
O que isso significa para você – visão Grupo Domus Hub
Para o público do Grupo Domus Hub, o recado do IVAR é claro: estamos em um mercado mais maduro, com menos exageros nos reajustes e mais espaço para negociação inteligente.
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Proprietários: o espaço para reajustes muito acima da média diminuiu, especialmente em São Paulo. Uma precificação alinhada ao mercado ajuda a reduzir vacância e reter bons inquilinos.
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Inquilinos: o cenário atual fortalece pedidos de reajustes mais moderados, principalmente em contratos antigos ou acima da média da região.
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Investidores: o foco tende a migrar de “ganho rápido via aluguel alto” para estratégia de longo prazo, localização qualificada e perfil de público bem definido.
Foco em São Paulo: oportunidade de ajuste fino
Em São Paulo, a variação de apenas +0,03% em fevereiro indica um mercado em que preço e qualidade do imóvel contam tanto quanto, ou mais do que, o simples reajuste nominal.
Na prática, isso reforça a importância de:
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Revisar o valor de locação com base em dados atualizados, e não apenas na memória das altas recentes.
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Trabalhar estratégias de retenção de bons inquilinos (condições flexíveis, pequenas melhorias, diálogo transparente) em vez de focar só no reajuste anual.
Como o Grupo Domus Hub pode ajudar
Aqui no Grupo Domus Hub, acompanhamos indicadores como o IVAR justamente para traduzir esses números em decisões práticas para você – seja proprietário, inquilino ou investidor.
Se você quer:
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Avaliar se o reajuste do seu contrato está dentro da realidade do mercado.
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Entender se é hora de renegociar ou reprecificar seu imóvel para locação.
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Planejar um investimento em imóvel para renda com base em dados concretos.
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